Ano 2018 – Cooperação com o Estado e os Institutos

//Ano 2018 – Cooperação com o Estado e os Institutos

Ano 2018 – Cooperação com o Estado e os Institutos

A normalização da cooperação entre o Estado e os CCDs, iniciada há dois anos, tem percorrido o seu caminho, é uma questão central e um fator positivo a assinalar.

A sua concretização tem sido insuficiente e tímida, atrasando a desejada estabilização da vida associativa dos Centros de Cultura e Desporto da Segurança Social.

Em 2016 e em 2017 os apoios financeiros foram repostos, é verdade, mas os valores atribuídos ficaram aquém do esperado, os critérios considerados para a sua concretização estão desajustados e desadequados.

É necessário corrigir, simplificar e eliminar procedimentos burocráticos, diminuir o excessivo tempo para a concretização da cooperação e estabelecer um diálogo construtivo que resolva de facto os problemas.

No passado, o anterior Governo pôs em causa o Sistema Público de Segurança Social, implementando políticas que tinham como objetivo diminuir a dimensão e a qualidade deste direito constitucional. Reduziram salários e direitos, eliminaram postos de trabalho, tentaram acabar com a cultura profissional do setor e com a autoestima dos trabalhadores.

A atividade associativa confrontou-se com incompreensões, bloqueios e comportamentos populistas que obstaculizaram a afirmação dos princípios e a concretização dos projetos associativos, indispensáveis em qualquer organização que se pretende moderna, coesa e capaz de responder às necessidades.

A mudança da natureza do poder político, por si só, não significa, nem significou, que “as velhas práticas do Restelo” deixem de contaminar o ambiente, que no trabalho se quer saudável. Há sempre uma fase de transição, que não deve durar mais que o necessário. Do essencial, não pode ficar tudo como dantes “no quartel-general em Abrantes”.

Os Centros de Cultura e Desporto da Segurança Social, os CCDs, são associações de trabalhadores que, em muitos casos, há mais de sessenta e até de setenta anos, trabalham para o bem-estar cultural, intelectual e profissional dos trabalhadores do sector. São um importante património, que contra ventos e marés, tem resistido. Defendem o Sistema Público de Segurança Social e servem os interesses dos trabalhadores.

São a organização social mais representativa do setor, onde mais de 70% dos trabalhadores são seus associados. Há uma grande e permanente proximidade com os serviços, a qual nem sempre é entendida, compreendida ou respeitada.

Em dezembro próximo, a Associação Nacional dos CCDs realizará o seu VII Congresso. Será a hora de fazer o balanço, de avaliar o trabalho dos seus Dirigentes e de preparar o Futuro.

Hoje estamos melhor, mas acreditamos, que passo a passo, podemos ajudar a construir soluções mais adequadas.

Para o ano de 2018, os CCDs consideram importante:

  • A melhoria dos apoios previstos na cooperação;
  • A concretização do Despacho da cooperação entre o Estado e os CCDs, em tempo útil;
  • O apoio dos Serviços Sociais na gestão dos refeitórios, em todas as regiões, sem discriminações e dualidade de critérios;
  • A concretização dos projetos sociais acordados com o ISS,IP para as Colónias de Férias da Apúlia, da Árvore e da Praia Azul, bem como do projeto social apresentado pelo CCD de Coimbra;
  • Melhorar a cooperação no âmbito dos Institutos do Ministério.

No plano específico, a ANCCD organizará, trabalhará e implementará, nomeadamente, os seguintes projetos e atividades:

Observação da Natureza – Visita a Miranda do Douro e Douro Internacional
Foi realizada a 09, 10 e 11 e a 23, 24 e 25 de março, contou com 120 participações.

Concurso Nacional para Trabalhos nas áreas Científica, Académica, de Investigação, Cultural e Outras
Foram recebidos 10 trabalhos de sete regiões. Os resultados foram divulgados a 05 maio

Fim-de-semana da Solidariedade e Segurança Social – Porto
250 dirigentes e trabalhadores de 13 regiões participaram nas magnificas iniciativas organizadas pelo CCD do Porto nos dias

Observação da Natureza – A Fauna e a Flora no Alto Alentejo Castelo de Vide, Marvão e Mora
25, 26 e 27 de maio

Convívio de Santo António – Lisboa
09 junho

Caminhos de Santiago de Compostela no séc. XXI – S. João em Braga, Santiago de Compostela e Viana do Castelo
22, 23 e 24 de junho

Viagem de longo curso – Capitais do Báltico
03 a 10 setembro

Encontro Desportivo e Cultural no Algarve – Alvor
17 a 21 outubro

Prémio “Melhor Aluno de Música da Casa Pia”
Novembro

Encontro Nacional de Petanca em Santarém
10 e 11 novembro

VII Congresso da ANCCD – Bragança
14, 15 e 16 novembro

Anexos

2018-05-09T12:50:32+00:00